Dezembro 05, 2007
Melhores de sempre
Dezembro 03, 2007
Pavilhão da Gaia????
Clássicos de Bauhaus como "Terror couple kill Colonel", "She is in Parties" e "Passion of Lovers" não faltaram. E executados na perfeição, se bem que sem aquele misticismo gótico a que nos habituaram os Bauhaus. "Marlene Dietrich`s Favorite Poem", "A Strange Kind of Love" o intemporal "Cuts you up" e "Gliding like a whale" animaram o público, se bem que na minha opinião, 3 ou 4 clássicos mais devessem estar no alinhamento. "Hit song" , "Scarlet thing on you", "Indigo eyes" e " All night long" mereciam, muito por culpa das excelentes interpretações a solo de Peter Murphy noutros palcos... Foi um bom concerto, repleto de fãs... Realmente foi o que se esperava, apenas um concerto para fâs... 5000 fãs, faixa hetária maioritáriamente dos 30 aos 45...
Estes vibraram com os clássicos, com a performance de Peter Murphy. O homem já tem idade, mas mexe-se e salta e canta e dança... Excelente.
Sem dúvida um dos ícones da musica internacional, independentemente do gótico estar na moda, independentemente de ser um som alternativo ou não. E acredito que quem não conheça nao iria ficar indiferente à "Voz", se fosse ao concerto...
Foi excelente, foi muito bom, venham os Bauhaus...:)
Momento alto da noite: "Cuts you up" e "She is in Parties" .
Desilusão: Falta de condições do pavilhão, falta de mais alguns clássicos... Só assim seria um concerto para relembrar e relembrar... Mas pouco faltou.
Saudações góticas.
Novembro 30, 2007
Peter Murphy, Pavilhão Municipal de Gaia
Deverá ser algo imperdivel, sensacional, teatral e do outro mundo. Confesso que nunca vi Bauhaus ao vivo, talvez por adiar e adiar... Mas era o grupo que eu queria ver... The one. Peter Murphy não é Bauhaus, mas é 80% de bauhaus... O que seriam eles sem o Peter? Só o Daniel Ash? Nada disso...
Com preços de bilhete a um simbolismo demasiado pequeno, resta saber se o concerto será em grandiosidade directamente proporcional ao valor pago pelos bilhetes.. É que se for, o concerto vai ser pobre... Mas vindo de Peter Murphy, poderiam custar muito bem os bilhetes 50 euros que a grandiosidade do espectaculo seria no minimo directamente proporcional , para não dizer do melhor que ja se fez, ouviu e encenou...
Vou ao concerto e cá ficará o meu comentário, embora que de uma pessoa suspeita...
Setembro 24, 2007
E se depois
Julho 19, 2007
Divagações
É um blog totalmente dedicado a eles, é a minha homenagem, se é que posso denominar este blog desta maneira simples e sentida... Mas por agora, não exceptuando uma ou outra letra de musicas, um ou outro artigo relacionado com os mão morta, vou postar artigos da minha autoria, artigos estes sem nenhum tema especifico. Divagações, certezas e incertezas, pensamentos que me ocorrem, enfim... Tudo o que me passe pela cabeça. Críticas, sarcasmos e sátiras tambem terão lugar, mas em ponto mais reduzido. Não quero sofrer nenhuma consequencia adveniente da minha liberdade de esxpressao, liberdade esta que tanto prezo e continuarei a prezar...
Façam o mesmo. COmentem. Ninguém peca por se expressar de forma escrita. Infelizmente este vem sendo a nossá única e possível forma de expressão. Há processos disciplinares no ar...
Julho 04, 2007
http://www.mao-morta.org/
Na Paris sitiada de 1870 e em vésperas do levantamento da Comuna morre aos 24 anos o desconhecido Isidore Ducasse. No entanto este misterioso “homem de letras” deixava atrás de si um formidável empreendimento de demolição de que o romantismo envelhecido e o Segundo Império à beira do desastre não seriam as únicas vítimas. Os seus “Os Cantos de Maldoror”, impressos no ano anterior sob o pseudónimo de O Conde de Lautréamont, não poupam nenhuma autoridade nem nenhum dogma.
Sob a aparência de um herói do Mal, negativo dos heróis românticos então em voga, Maldoror é a personagem central da narrativa estruturada em Cantos à maneira das epopeias clássicas. Mas Maldoror é muito mais que um herói do Mal, é sobretudo um combatente da liberdade que nos revela as consequências de uma dupla alienação: enquanto a interiorização dos interditos morais e religiosos nos confisca os desejos, as marcas de uma linguagem imobilizada contrariam-nos a livre expressão.
Se a primeira alienação ganha denúncia no combate encarniçado de Maldoror contra o Criador e a religião e na natureza obsessivamente erótica dos seus crimes, relembrando a animalidade e a agressividade que a Igreja associa à sexualidade, já a segunda é exposta pela recorrência a artifícios literários, da interpelação do leitor à confusão entre narrador e personagem, da ausência de linearidade narrativa à constante sobreposição de formas literárias, como se ao combate encarniçado contra o Criador correspondesse estranhamente uma luta da escrita contra uma censura latente। Apesar disso, o texto não perde balanço, antes, como uma espiral ou um turbilhão, ganha um movimento rodopiante, de reposição e de renovação, de repetição e de modulação, com novos enredos sempre a arrancarem para logo abortarem, com constantes intromissões e divagações a impedirem a narração de avançar, não abordando novos relatos senão para voltar a tropeçar no mesmo episódio indizível, deixando entrever o que se segue para melhor o ocultar, tal um segredo que se quer contar mas não se consegue, criando assim uma tensão que vai alimentar toda a obra, que dá a impressão de gravitar à volta de um centro sempre fugidio.
Julho 01, 2007
Gumes
sotãos, ensanguentando as memórias com a dor pungente dos dias
em que o gume, o terrível gume das horas afiadas, rasgava os
espíritos. Já o clarão das ruas toldava os cérebros com
angústias venenosas e vertigens de suicídios sonhadores, na
vontade de fugir ao inóspito vazio do tempo da ausência...
2.
Acção!
Isto é um assalto!...
Todos de mãos no ar!
Não quero nem um gesto...
Passa p’ra cá esse vil carcanhol
Para irmos daqui sem funerais!...
Anda homem ou és um caracol?!
Não quero ficar aqui à espera dos maiorais...
(Vai junto à porta ver se o caminho está livre para a nossa
saída...)
No chão! Quero toda a gente no chão...
Assim!... Vamo-nos pirar!...
Já!
3.
Eu sou estas mãos que se fendem na areia como um velho pau
A serpente que se arrasta o corpo em assaltos ao olho do cosmos
Tudo vem a mim a escura escama dura dos monstros do fogo
Um ventre de rei em corcel alado de freio nos dentes
Flash
Aí está Stanislau
Belo como estrela do mar gigante em asilo de lepra
A tirar a espinha às horas
Vem
Vem
Vem
Flash
Flores carnívoras passam sua língua no ventre do lacrau
Os seus lábios grossos deixam escorrer o esperma quente
Prova a minha orelha
Prova o meu caixão
A morte ronda
A vida cresce
Floresce
Flash
Amanhece