Dezembro 05, 2007

Melhores de sempre

É ambíguo expôr o tema deste modo, mas todos temos as nossas preferências e todos podemos fazer juízos, tendo em conta essas mesmas preferencias, a nossa leitura do tema e também a nossa "experiência" no mundo da música.
O que está aqui em causa é eleger, entre nós, os 10 melhores grupos de sempre, independentemente do estilo musical, de forma particular, para assim podermos criar uma colectânea:)
Vou disponibilizar um conjunto de 50 bandas.Quem quiser comentar apenas terá que escolher 10 e discriminá-los por ordem de preferencia, ou seja, o nº 1 será para aquele que comenta a banda da sua preferência.
The Cure, U2, Sisters of Mercy, Led Zeppelin, Deep Purple, Bauhaus, Iron Maiden, Metallica, Dream Theater, Depeche Mode, Joy Division, David Bowie, Black Sabbath, Megadeth, Stone Temple Pilots, Guns n Roses, Diamond Head, Jethro Tull, The who, The Velvet Underground, The Doors, Pink Floyd, Dire Straits, Queen, Thin Lizzy, Sex Pistols, The Clash, Ramones, Nirvana, Motley Crue, Smashing Pumpkins, Tindersticks, The Smiths, Faith no More, Bon Jovi, Pearl Jam, The Strokes, Muse, Soundgarden, Oasis, Artic Monkeys, Franz Ferdinand, The Arcade Fire, Chemical Brothers, Moby, Helloween, Rammstein, Duran Duran, Blur, White Stripes.
Com certeza faltam algumas bandas de nome, mas caso alguem queira, pode incluir uma ou outra banda na lista dos 10 melhores.
Aguardo...

Dezembro 03, 2007

Pavilhão da Gaia????

30 de Novembro de 2007... Cheguei mesmo em cima da hora, estava o concerto a abrir com "Burning from the inside", dos Bauhaus... O som estava fraco, a acústica deixava a desejar... A pouco e pouco o som foi melhorando mas nunca este pavilhão terá a categoria para receber Peter Murphy... Foi o meu 1º choque da noite. Adiante... Estava o pavilhão cheio, a rebentar, embora se vissem uns clarões nas bancadas por culpa de naqueles lugares a visualização do palco fosse nula... Mas eram só 20 ou 30 lugares, não mais que isso.
Clássicos de Bauhaus como "Terror couple kill Colonel", "She is in Parties" e "Passion of Lovers" não faltaram. E executados na perfeição, se bem que sem aquele misticismo gótico a que nos habituaram os Bauhaus. "Marlene Dietrich`s Favorite Poem", "A Strange Kind of Love" o intemporal "Cuts you up" e "Gliding like a whale" animaram o público, se bem que na minha opinião, 3 ou 4 clássicos mais devessem estar no alinhamento. "Hit song" , "Scarlet thing on you", "Indigo eyes" e " All night long" mereciam, muito por culpa das excelentes interpretações a solo de Peter Murphy noutros palcos... Foi um bom concerto, repleto de fãs... Realmente foi o que se esperava, apenas um concerto para fâs... 5000 fãs, faixa hetária maioritáriamente dos 30 aos 45...
Estes vibraram com os clássicos, com a performance de Peter Murphy. O homem já tem idade, mas mexe-se e salta e canta e dança... Excelente.
Sem dúvida um dos ícones da musica internacional, independentemente do gótico estar na moda, independentemente de ser um som alternativo ou não. E acredito que quem não conheça nao iria ficar indiferente à "Voz", se fosse ao concerto...
Foi excelente, foi muito bom, venham os Bauhaus...:)
Momento alto da noite: "Cuts you up" e "She is in Parties" .
Desilusão: Falta de condições do pavilhão, falta de mais alguns clássicos... Só assim seria um concerto para relembrar e relembrar... Mas pouco faltou.
Saudações góticas.

Novembro 30, 2007

Peter Murphy, Pavilhão Municipal de Gaia

Sexta-feira, 30 de Novembro é um grande dia para os fãs do gótico... Quer dizer, não são os Bauhaus que vão cá estar, mas Peter Murphy ja prometeu um alinhamento onde incluirá músicas de bauhaus... Exactamente, Peter Murphy vem a Gaia para um concerto no Pavilão Municipal...
Deverá ser algo imperdivel, sensacional, teatral e do outro mundo. Confesso que nunca vi Bauhaus ao vivo, talvez por adiar e adiar... Mas era o grupo que eu queria ver... The one. Peter Murphy não é Bauhaus, mas é 80% de bauhaus... O que seriam eles sem o Peter? Só o Daniel Ash? Nada disso...
Com preços de bilhete a um simbolismo demasiado pequeno, resta saber se o concerto será em grandiosidade directamente proporcional ao valor pago pelos bilhetes.. É que se for, o concerto vai ser pobre... Mas vindo de Peter Murphy, poderiam custar muito bem os bilhetes 50 euros que a grandiosidade do espectaculo seria no minimo directamente proporcional , para não dizer do melhor que ja se fez, ouviu e encenou...
Vou ao concerto e cá ficará o meu comentário, embora que de uma pessoa suspeita...

Setembro 24, 2007

E se depois

Simplesmente genial... Confesso que estava bastante expectante em relação a este tributo aos Mão Morta। Acabou a expectativa। É mesmo genial, uma junção de 16 grupos। E nasce um tributo, uma homenagem। Balla, wraygun, demon dagger, d'evil leech project, acromaniacos, etc etc। Estes, tal como outros presentes no tributo, individualizaram à sua maneiraas faixas escolhidas... Espectacular।A minha preferida, oub lá, versão dos Balla superou as expectativas... Comprem este tributo, é barato, 12 euritos... E o leitor de cds agradece.

Julho 19, 2007

Divagações

Até agora optei por incluir neste blog artigos e letras de musicas relacionadas com os mão morta, banda bracarense nascida na decada de 80, revolucionaria da cena rock portuguesa. Tudo isto por ser "aquele" fã nº 1, aquela pessoa que vive os mão morta ao ponto de coleccionar toda a discografia deles, etc...
É um blog totalmente dedicado a eles, é a minha homenagem, se é que posso denominar este blog desta maneira simples e sentida... Mas por agora, não exceptuando uma ou outra letra de musicas, um ou outro artigo relacionado com os mão morta, vou postar artigos da minha autoria, artigos estes sem nenhum tema especifico. Divagações, certezas e incertezas, pensamentos que me ocorrem, enfim... Tudo o que me passe pela cabeça. Críticas, sarcasmos e sátiras tambem terão lugar, mas em ponto mais reduzido. Não quero sofrer nenhuma consequencia adveniente da minha liberdade de esxpressao, liberdade esta que tanto prezo e continuarei a prezar...
Façam o mesmo. COmentem. Ninguém peca por se expressar de forma escrita. Infelizmente este vem sendo a nossá única e possível forma de expressão. Há processos disciplinares no ar...

Julho 04, 2007

http://www.mao-morta.org/



Na Paris sitiada de 1870 e em vésperas do levantamento da Comuna morre aos 24 anos o desconhecido Isidore Ducasse. No entanto este misterioso “homem de letras” deixava atrás de si um formidável empreendimento de demolição de que o romantismo envelhecido e o Segundo Império à beira do desastre não seriam as únicas vítimas. Os seus “Os Cantos de Maldoror”, impressos no ano anterior sob o pseudónimo de O Conde de Lautréamont, não poupam nenhuma autoridade nem nenhum dogma.
Sob a aparência de um herói do Mal, negativo dos heróis românticos então em voga, Maldoror é a personagem central da narrativa estruturada em Cantos à maneira das epopeias clássicas. Mas Maldoror é muito mais que um herói do Mal, é sobretudo um combatente da liberdade que nos revela as consequências de uma dupla alienação: enquanto a interiorização dos interditos morais e religiosos nos confisca os desejos, as marcas de uma linguagem imobilizada contrariam-nos a livre expressão.
Se a primeira alienação ganha denúncia no combate encarniçado de Maldoror contra o Criador e a religião e na natureza obsessivamente erótica dos seus crimes, relembrando a animalidade e a agressividade que a Igreja associa à sexualidade, já a segunda é exposta pela recorrência a artifícios literários, da interpelação do leitor à confusão entre narrador e personagem, da ausência de linearidade narrativa à constante sobreposição de formas literárias, como se ao combate encarniçado contra o Criador correspondesse estranhamente uma luta da escrita contra uma censura latente। Apesar disso, o texto não perde balanço, antes, como uma espiral ou um turbilhão, ganha um movimento rodopiante, de reposição e de renovação, de repetição e de modulação, com novos enredos sempre a arrancarem para logo abortarem, com constantes intromissões e divagações a impedirem a narração de avançar, não abordando novos relatos senão para voltar a tropeçar no mesmo episódio indizível, deixando entrever o que se segue para melhor o ocultar, tal um segredo que se quer contar mas não se consegue, criando assim uma tensão que vai alimentar toda a obra, que dá a impressão de gravitar à volta de um centro sempre fugidio.

http://www.mao-morta.org/noticias.htm

Julho 01, 2007

Gumes

Na noite que se avizinha, um mar de gatos com cio invade os
sotãos, ensanguentando as memórias com a dor pungente dos dias
em que o gume, o terrível gume das horas afiadas, rasgava os
espíritos. Já o clarão das ruas toldava os cérebros com
angústias venenosas e vertigens de suicídios sonhadores, na
vontade de fugir ao inóspito vazio do tempo da ausência...


2.
Acção!
Isto é um assalto!...
Todos de mãos no ar!
Não quero nem um gesto...

Passa p’ra cá esse vil carcanhol
Para irmos daqui sem funerais!...
Anda homem ou és um caracol?!
Não quero ficar aqui à espera dos maiorais...

(Vai junto à porta ver se o caminho está livre para a nossa
saída...)

No chão! Quero toda a gente no chão...
Assim!... Vamo-nos pirar!...
Já!


3.
Eu sou estas mãos que se fendem na areia como um velho pau
A serpente que se arrasta o corpo em assaltos ao olho do cosmos
Tudo vem a mim a escura escama dura dos monstros do fogo
Um ventre de rei em corcel alado de freio nos dentes
Flash

Aí está Stanislau
Belo como estrela do mar gigante em asilo de lepra
A tirar a espinha às horas
Vem
Vem
Vem
Flash

Flores carnívoras passam sua língua no ventre do lacrau
Os seus lábios grossos deixam escorrer o esperma quente
Prova a minha orelha
Prova o meu caixão
A morte ronda
A vida cresce
Floresce
Flash
Amanhece

Junho 27, 2007

CharlesManson

Tianamen e o massacre de PequimPablo Escobar e o cartel de MedellinMais a queda do muro de BerlimE a guerra do Saddam, Saddam, Saddam, Saddam HusseinOs ataques com gaz SarimOu a Rússia de Boris Ieltsin, IeltsinNão estava láNão estava láNão, não estava láNa Primavera, não estava em PragaNo 25 de Abril, estava em BragaDemasiado entretido a crescerPara dar conta do que estava a acontecerDo que estava a acontecerMas ouvi dizerQuando o Charles Manson sair da prisãoÉ que vai serParem o relógioVamos todos para a revoluçãoFazer a festa de cocktail na mão

´Bófia

O bófia empurrava-me e dizia para desandar. Eu não podia compreender porquê. Quiz-lhe perguntar. O bófia sacou do casse-tête e deu-me com ele uma, duas, três vezes nos costados. Senti um choque eléctrico percorrer-me o corpo e uma humilhação que não podia ficar impune. Não percebia porque ele me batia. Quiz-lhe perguntar. Mas o gajo continuou a dar-me cassetadas e já os outros bófias se aproximavam de casse-tête na mão. Não ia ficar para ali, especado,feito bombo da festa. Uma raiva surda trepava-me à cabeça. Ah, que raiva! Quando dou conta, mandava-lhe uma joalhada aos tomates. Senti-os a espalmar de encontro ao joelho.Já os outros bófias descarregavam sobre mim os seus casse-têtes virados ao contrário.Senti uma dor de vertigem quando um me acertou na cara. Percebi que a carne se rasgava e um esguicho de sangue me inundava os olhos. Já me acertavam por todos os lados. Mas não interessava. Já nada interessava.Sede de sangue!Sede de sangue!Sede de sangue!Sede de sangue!Já nada interessava. A não ser aquele bófia agarrado aos tomates. Num último esforço disparo-lhe um pontapé à cara. Assim, de baixo para cima - pás! Senti a biqueira da bota entrar-lhe pelas fuças dentro. Os ossos a quebrar. Os dentes a saltar numa baba de cuspe e sangue. Senti o olho a esborrachar-se sobre a biqueira da bota. Os outros bófias continuavam a descarregar sobre mim os seus casse-têtes virados ao contrário. Mas eu já nada via. Só sangue. Dores. Senti-me dobrar. Cair.Aaaaaaaaaahhh!...

Amsterdam

Amsterdam. Have big fun. Have big fun. Have big fun.Entrei no Amstel a toda a velocidade e quase abalroei um barco-táxi que ia a passar. O piloto ficou a mandar vir de punho erguido, mas eu continuei no máximo de aceleração Amstel abaixo. Adoro sentir o vento frio na cara.Junto ao Munt Plein acostei e fui dar uma olhada ao catálogo do Big Fun. Tinham Black Bombaim. Comprei 2 pacotes e enrolei um joint a acompanhar o café. Depois meti-me no barco e rumei à Red Light. Apetecia-me sexo ao vivo. Pelas ruas que ladeiam o canal, a multidão, vagarosa, espreitava as raparigas nas montras. Acostei frente ao Jimmy's ouvindo o jazz melancólico que vinhada cave, e entrei no Barbie. Estava quase vazio. No palco-aquário um casal iniciava um número de sexo. O homem, de mãos atadas, tinha uma corda à volta do pescoço, que a mulher ia apertando com o crescendo da excitação - morreu enforcado no momento do orgasmo. Gostei da representação. Enrolei outro joint e saí. Cá fora a multidão continuava a sua passeata mironante e quase fui atropelado por um ciclista. Meti-me no barco e regressei a casa. A toda a velocidade.Have big fun. Have big fun. Have big fun. Have big fun.